12 de jan de 2016

Vamos falar sobre hiperemese gravídica

 
imagem daqui 

Sim, este nome esquisito e comprido, capaz de transformar a vida de uma grávida em um verdadeiro tormento. Comentei algumas vezes aqui no blog que estava bastante enjoada, mas com o passar das semanas a coisa foi ficando mais séria, a tal ponto que eu nem tinha forças pra expor o que estava acontecendo. E relutei bastante em começar a escrever sobre este assunto pois tudo o que eu queria era esquecer como foram os últimos meses. Mas ao mesmo tempo, não posso pensar que existem mulheres que estão agora mesmo passando por esse sofrimento e não dirigir uma palavra a elas. Então vamos lá.

Resumindo de forma bem simples, hiperemese (ou hiperêmese) gravídica é um exacerbamento das náuseas e vômitos da gravidez. Uma mulher grávida normal fica enjoada mas, mesmo que com dificuldades, consegue conviver com os enjôos e ir levando a rotina, trabalhar, ela toma remédios e eles fazem efeito. Ela consegue se alimentar em alguma hora do dia e beber água, mesmo que com o paladar mais seletivo.

Uma mulher com hiperemese gravídica, não. Ela vê sua rotina totalmente transformada e passa a viver em função dos enjôos e do mal estar. Ela toma remédios e eles não adiantam de nada. Ela não consegue se alimentar, muitas vezes nem beber água, e por isso fica fraca e precisa de internação. Um dos textos mais claros que encontrei sobre o problema foi este do baby center, recomendo a leitura para quem quiser entender melhor o assunto.

O mais difícil nesta história toda é conseguir ser diagnosticada da maneira correta. Afinal, enjôos e vômitos na gravidez são absolutamente normais. Mas quem passa por essa experiência sabe que tem algo errado acontecendo, que cada novo dia é uma batalha a ser vencida, e pode ser desesperador tentar dizer para o obstetra, família e amigos que seu enjôo está comprometendo a sua saúde e ouvir um "é assim mesmo", ou "vai passar". E quando finalmente vem o diagnóstico, a má notícia é: não existe tratamento, nem remédio. Você vai ter longos meses de convivência com este mal. Meu marido foi a única pessoa que percebeu que eu realmente estava precisando de ajuda e esteve o tempo todo ao meu lado, cuidando de mim e dos meninos pra que eu pudesse descansar o máximo possível, e como foi maravilhoso poder contar com ele. Então o que eu tenho pra dizer pra você, grávida, que desconfia que seu enjôo está além do que seu corpo pode suportar:

  • Não tenha medo de parecer fresca, nem vergonha de insistir com o médico que seu enjôo não é normal. Só você sabe o que está acontecendo, fale e insista até que alguém a escute.
  • Coma aquilo que seu organismo aceitar, por mais que não seja tão saudável. Neste momento, qualquer coisa que você conseguir segurar no estômago, é lucro.
  • Ao menor sinal de fraqueza, desmaio, se você estiver há muitos dias sem se alimentar e beber água, corra para o hospital. Explique ao plantonista o que está acontecendo para poder ser hidratada o mais rápido possível.
  • Cerque-se de pessoas que a amem, compreendam e estejam dispostas a ajudar. Esqueça o resto, e foque em cuidar de você ,afinal, seu bebê precisa que você esteja bem.
  • Para os dias mais difíceis, tenha gatorade na geladeira. A cada vômito, tome um golinho. Ajuda a manter de pé e esperar a próxima ida ao hospital.
  • Viva um dia de cada vez. Haverão dias melhores, outros terríveis. Não pense em "quanto tempo isso vai durar?". Apenas viva o que aquele dia com o que ele tem pra oferecer.
  • Observe os sinais do seu corpo. Hoje, com mais de 20 semanas, ainda vomito diariamente. Mas aprendi a conhecer os alimentos que me fazem passar mal, e evitá-los. Eu aboli os doces, arroz, folhas, pois percebi que me fazem vomitar mais. Tomar muito líquido de uma vez só também não ajuda. Mas isso foi comigo, só você pode dizer o que faz bem ou mal pra você.
  • Por fim, tenha paciência, pois graças a Deus, este sofrimento tem data pra terminar. Logo, logo, você estará com um pacotinho lindo sem seus braços que fará você esquecer tudo isso. Esta é a minha esperança!
Compartilhe este texto com suas amigas e vamos disseminar informação, quanto mais mulheres souberem o que é a hiperemese gravídica, mais diagnósticos serão realizados, e quem sabe um dia se descobre um tratamento mais efetivo que minimize o sofrimento e deixe estas mamães curtirem sua gravidez com muita saúde e alegria, como deve ser =)

8 comentários:

  1. Olá Juliana, bom dia! Conheço mulheres, que estão passando por esse tormento, com 25 semanas, sofrendo assim. Eu também estou grávida de 30+3 , e não sentir nada de enjôo, isso pode ser genético, é a minha segunda gravidez, também não sentir nada, a minha mãe teve cinco filhos e nunca teve enjôo. Melhoras pra você.

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  2. Estou grávida do meu primeiro baby (30 semanas). Sofri tanto no começo que não gosto nem de lembrar. Absolutamente nada parava no meu estômago, remédios e receitas caseiras não funcionavam, o ar que eu respirava me enjoava rs. O mais difícil era ter que levantar cedo para trabalhar, enfrentar trânsito e ônibus lotado (se com barrigão as pessoas não cedem o lugar, que dirá sem barriga!). Precisei ficar internada por alguns dias pois estava desidratada, bem fraca e tinha perdido muito peso - eu já era magrela. Por conta de tudo o que passei no início, tive depressão. E o pior de tudo é ter que ouvir de quem não passou por isso que "é frescura" ou "é normal" .

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  3. Minha enteada sofreu horrores, chegava a ficar internada pobrezinha, um médico descobriu que ela tinha uma alergia ao açúcar!!!!!!!!!!!!!!Foi no 8 mes e retirou todo o açúcar da dieta dela. Melhorou totalmente. As pessoas tem que entender que toda mulher grávida é diferente uma da outra e toda gravidez vai ser diferente. Ficamos tão sensíveis, merecemos é carinho e comprensão.

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  4. Gente! Nem me lembre o tanto que eu sofri com isso na minha primeira gravidez. Minha rotina mudou completamente. Tinha dias que pensava que ia morrer (literamente) afinal, passar um dia sem comer e nem beber era terrivel. Mais acredide passa, não e facil. E como mãe tem memoria curta ja to planejando a segunda gravidez. Como ja to sabendo que tem a possibilidade de ocorrer novamente ja to escalando uma força tarefa aqui em casa rsrsrs

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  5. Boa noite! Eu acredito que varia para pessoas... Eu tive e passei mal a gestação inteira! Fiquei internada das 9 as 12 semanas melhorei um pouco e pude ir para casa, mas as 29 semanas tudo retornou com força total e fiquei internada até meu filho nascer as 38 semanas...E para minha família eu tinha frescura cheguei a ouvir que td grávida passa mal!
    Foi muito dificil de verdade. Não se faça de rogada e vá ao médico sim se estiveres se sentindo mal, afinal cada um de nós é que sabe o que passa!
    Boa sorte!
    Bj

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  6. Olá Juliana, acompanho seu blog e admiro sua praticidade ao revelar suas receitas.
    Uma dica pra se alimentar, quando o enjôo é inevitável: chupar picolé de limão. Era a única coisa que eu conseguia ingerir.
    Boa sorte e que Nossa Senhora te guarde e te abençoe.

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  7. Olá Juliana, acompanho seu blog e admiro sua praticidade ao revelar suas receitas.
    Uma dica pra se alimentar, quando o enjôo é inevitável: chupar picolé de limão. Era a única coisa que eu conseguia ingerir.
    Boa sorte e que Nossa Senhora te guarde e te abençoe.

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  8. Conheci seu blog por acaso e estou passando por isso atualmente. Já perdi 6kg com tudo isso. Está sendo muito difícil. Espero melhorar em breve pq até água está me fazendo mal.

    Melhoras para nós!!

    Jessica Doblas
    http://nada-rosa.blogspot.com.br/

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Esta e outras receitas você encontra no www.pitadinha.com

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