19 de set de 2011

Insignificante insignificância























Quem tem crianças pequenas em casa sabe que muitas vezes a sensação que a gente tem é que passa o dia todo enxugando gelo e limpando carvão. Enquanto você tenta arrumar a sala, o quarto se transforma na própria sede do caos, e aí você encara a bagunça do quarto e encontra todas as suas panelas espalhadas pelo chão da cozinha. E assim o dia passa e você esquece de beber água, de pentear o cabelo, aliás, você sequer se olha no espelho. Bagaço da laranja virou até elogio né?

Acontece que ninguém suporta essa situação por muito tempo. Ou você surta, ou você toma uma providência. Às vezes a gente dá algumas (muitas) surtadas antes de finalmente tomar uma providência. Pelo menos foi o que aconteceu comigo. Só sei que depois que decidi tomar as rédeas da confusão minha situação progrediu de "chiliquenta mor" pra "projeto de Pollyanna", o que significa, trocando em miúdos, uns 30% a menos de reclamação diária no ouvido no marido - é um santo esse homi.

Mas seja você casada, solteira, com um filho ou três netos, cá entre nós: somos mulheres e dominamos como ninguém a arte de se fazer de vítima. Não é bonito, mas a gente assumiu isso daí como parte de "ser fêmea" e acabou-se.

Só que a questão é: o mundo não gira ao nosso redor. Revezes, contrariedades, situaçōes chatas, gente grossa, trairagem, são coisas que fazem parte de uma coisa chamada "vida real". Então a gente tem duas opçōes: ficar reclamando, o que é uma delícia, porque né, nada melhor do que realizar o sonho de ser a Maria do Bairro - #novelamexicanafeelings - ou... Entender que fazer os outros terem pena de nós pode até funcionar na primeira, segunda, terceira vez. Depois ninguém mais te aguenta e muito provavelmente ninguém vai se oferecer pra resolver os seus problemas por você. E se até na novela mexicana a mocinha tem um final feliz, bora correr atrás, minha gente!

Ou seja... A gente tem que reagir, não tem jeito. E sabe o que mais? Acho que a gente podia fazer um exercício diário de não-reclamação. Não é fazer cara de paisagem pra tudo, mas simplesmente tentar olhar para um problema e se concentrar na solução, ao invés de gastar toda nossa energia procurando um culpado para todas as nossas lamúrias. Parece simples mas não é. É complicado e difícil, e é uma decisão diária. Mas hoje é segunda, dia de tomar resoluçōes, mesmo que elas durem até a terça, ou até à tarde. Não importa. A vida é feita de tentativas, então que sejam as melhores possíveis.

Tenho certeza que se a gente "treinar" nossa cabeça a se concentrar nas coisas boas da vida, as ruins, chatas e desagradáveis vão assumir a verdadeira dimensão que elas devem ter: uma insignificante insignificância.

Boa segunda pra todo mundo, ao som dela, nossa eterna rainha cheia de suingue...


Confessa que ensaiou um "shake body" aí na cadeira, confessa =)

7 comentários:

  1. Oi, Juliana :)

    Teu post de hj me lembrou esse livro que li mês passado: http://www.happiness-project.com/happiness_project/the-happiness-project-book.html

    Acho que vale a pena tu dar uma olhada...tem um capítulo só sobre essa parte de filhos :)

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  2. Aline Benjamin19/09/11 09:26

    amei o post... vou compartihar com minhas amigas pelo face dando os devidos créditos.
    Não tenho filhos mas outras partes do texto encaixaram-se perfeitamente em mim. Bjs

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  3. Ai,Ai tenho duas vidokinhas q sao maravilhosas,mas q como toda criança faz bagunça e tira o meu sossego as vezes! Sabe q mais,dizem q a gente só ler o q busca para a vida,fazem dois anos q tento pôr em pratica esse lema,e esta valendo a pena

    Lucilene Oliveira

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  4. Oi Ju!! Não tenho filhos ainda e pretendo tê-los em breve , mas ri demais com este post! hahahahaha Acho que a sindrome de Maria del Barrio não eh exclusivo de quem tem filhos... como vc falou, todas nós somos um pouquinho...rsrs Adorei! :) Não podia deixar de comentar... Beijos! Uma ótima semana ! Tê

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  5. Ju,
    acho que essa sindrome depende da idade e do momento da vida, confesso que já reclamei muito, me sentia vitima o tempo todo, filhos pequenos, tarefas domésticas e trabalho, tudo junto acaba nisso!
    mas com o tempo as coisas vão mudando, a gente vai aprendendo (tem gente que não aprende!) e vamos curtindo mais a vida, deixando de ser tão exigentes e descobrindo o que somos... pena que é quando os filhos crescem e vão embora de casa (rsrs) porque eles penam com a gente!
    para mim isso passou faz tempo, encontrei um equilibrio para viver sem exigir muito dos outros nem de mim, decidi parar de reclamar e a vida está muito boa!!
    beijo
    Ju

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  6. Oie, estou fazendo um sorteio de uma almofada da Imaginarium aqui no blog.

    Se curtir, participa? :)

    beijOos


    www.cerejarocks.com

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  7. Juuu!!! Força aí pra vc!!! Ser mulher realmente não é nada fácil, às vezes passo pela mesma situação mas no final tudo se ajeita!!! Maria la del barro me lembrou muito dos tempos em que eu assistia com a minha mãe, na hora do jantar!!! saudades...:) Beijocas! Erika

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