26 de abr de 2011

Signifique



Quem decide o que te realiza? Você mesmo(a)? A sociedade? A Globo (rsrs)?
Tenho pensado muito nisso...
Porque desde que queimaram os sutiãs (por questões muito justas, como exploração absurda do trabalho feminino, além de condições precárias, pra não dizer desumanas), o modelo de mulher realizada e feliz tem se tornado cada vez mais complicado.

Sim, porque, por mais multitarefa que nós sejamos, ser uma profissional bem sucedida, que tem MBA, fala inglês e francês, mas também passou no concurso público, apesar de estar estudando para outro concurso ao mesmo tempo em que faz mestrado e tem tempo para malhar, fazer a unha e depilação enquanto twitta do seu iPhone e escreve um post novo para seu blog que tem mais de 4.000 acessos por dia pode simplesmente não ser uma idéia muito atraente para muitas mulheres. Você já pensou nisso?

É claro que trata-se de um exagero, mas vivo constantemente sendo confrontada com esse pensamento quando percebo o quanto as pessoas se incomodam com a minha escolha por ser mãe. Tem gente que fala de filho como uma coisa tão ruim, mas tão ruim, que já cheguei a ouvir de alguém: "Fulana engravidou do terceiro filho? Coitada...". Gente, peraí! Esqueceu que você só existe porque sua mãe esteve grávida um dia?

E claro que não é só o fato de eu ter optado por ser mãe que incomoda. Mas principalmente o fato de eu ter optado por ser mãe. Como se isso fizesse de mim menos mulher, menos gente. Aí eu penso: se a opção de entrar no mercado de trabalho foi uma conquista tão importante pra nós, mulheres, por que ela nos aprisiona? É tão difícil assim imaginar alguém que queira viver diferente? Que goste de uma vida diferente? Que tenha outras prioridades?

Quer um exemplo? Quando eu converso com alguém sobre o quanto estou cansada, ou no quanto de trabalho que tenho tido com minha filha, o olhar que recebo de volta é sempre de pena. Nunca recebi um incentivo do tipo: "olha, dá trabalho, mas é gratificante, você está investindo tempo e energia em uma tarefa importante!".

Agora, se eu contasse pra alguém que estou estressada porque preciso preparar um relatório anual de qualquer coisa para apresentar na reunião de diretoria da empresa, com certeza ouviria palavras de motivação ou, no mínimo, de apoio, pois se compreende que mesmo trabalhando no que a gente gosta, o stress faz parte.

Não levanto bandeira aqui de que toda mulher tem que ser mãe, muito menos que todas tenham que largar seus empregos. Casar ou não, ser mãe ou não, trabalhar fora ou não, colocar na creche ou não, ter quatro filhos ou um cachorro... Cada um que assuma suas prioridades e se resolva com elas. Agora, é importante parar um pouquinho e pensar em quem está me dizendo quais devem ser as minhas prioridades. Porque se você avaliou isso e optou por determinado estilo de vida, ok. Mas menosprezar outras mulheres que pensam diferente pode ser um sinal de que existe um modelinho de felicidade engessado na sua cabeça, que te impede talvez até de olhar pra si mesma com um pouquinho mais de honestidade.

Ser mulher pode significar ser muitas coisas. Mas quem tem que significar é você. Cada escolha exige uma, ou muitas renúncias. Calcule se suas renúncias compensam as suas escolhas e siga em frente.

E o resto do mundo que respeite a sua felicidade =)

Update: Gente, só pra esclarecer, sou ryca não viu! A gente simplesmente se organiza pra viver no orçamento que tem e Deus multiplica. Vida simples, sem frescura.

43 comentários:

  1. Ainda não tenho filhos, mas espero que quando eu escolher ser mãe que eu seja só mãe!! muito bacana o texto adorei!

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  2. Ju, adorei seu post. Você conseguiu exprimir em palavras o que muitas mulheres como nós, que decidiram ser "só" mães sentem na pele. Eu também já passei por essas situações que você citou e isso me deixou muito triste! Eu tenho certeza da minha escolha e vejo os meu filhos hoje como fruto daquilo que escolhi: lindos, bem resolvidos e o principal, estão crescendo como cidadãos respeitadores e tementes a Deus. Valores hoje que estão completamente esquecidos.
    Também concordo com você a respeito da escolha de cada uma e procuro não julgar ninguém. Mas fico imensamente triste quando me julgam inferior a quem trabalha fora. Quem é mãe e dona de casa sabe que temos muuuito trabalho (material e emocional) por fazer, e muita gente não entende isso.
    Parabéns pelo seu belíssimo texto Ju!

    Beijo

    Eliane (Leituras de Eliane)

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  3. Ju, amei seu post. achei super validas as sua observações, é assim mesmo, hoje a sente se senta cada vez mais cobrada por tudo ... acredito na sua escolha de ser mãe em tempo integral, voce esta se dedicando ao seu mais importante projeto, sua filha, Deus te abençõe nessa jornada e que voces sejam muito felizes. bjos

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  4. Linda Ju!
    Fiz essa escolha de ser "só" mãe a 20 anos atras, e depois dessa escolha fiz mais duas vz a mesma escolha. Somam 3 filhos! Vc descreveu exatamente o que sinto em todo esse tempo, mas sabe de uma coisa...hj em dia no auge dos meus 45 anos nem ligo, pq sei que foi a escolha mais bem feita da minha vida! Segue forte! Admiração total por vc!
    beijos
    Liane

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  5. Estava lendo seu 'post' e pensando no quanto essa vida é engraçada... Exatamente ao contrário de você, não casei e não tive filhos, isso nunca fez parte dos meus 'planos para vida'. Saí do interior de Minas, vim para Brasília, estudei e fui trabalhar... Não vou mentir dizer que sou SUPER FELIZ, mas quem o é nesta vida? Enfim, tenho uma vida que escolhi e que me satisfaz 'quase sempre'... Voltando ao princípio, o que achei interessante é que sempre que volto a minha terra, e encontro pessoas que me conheceram quando criança e não me encontram há muito tempo, elas invariavelmente me perguntam sobre a vida e fatalmente vem a pergunta: casou??? E quando respondo que não, (embora nunca tenham me dito nada verbalmente) vem aquele sorrisinho amarelo, de tristeza, com um quê de 'coitada', que fracasso na vida!!!!
    Você realmente tem razão quando diz que a vida precisa ter significado para nós... afinal nunca vamos agradar a todos, não é??

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  6. Ju, mesmo ainda não sendo mãe, entendo sua opção de ser "só" mãe, acredito que tenha mais mulheres querendo fazer o mesmo que você, mas no meu caso se não tiver a renda do casal todo mês o bicho pega, mas isso também é uma opção de vida né?, mas vai chegar a minha hora de ser mãe, não sei se serei "só" mãe, só pesso a Deus que me ajude, quando essa hora chegar.

    Bjuss e lhe desejo todo sucesso do mundo!!

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  7. Concordo em gênero, número e grau.
    Muito bom seu texto, Ju. Tenho uma mãe que decidiu ser dona de casa para poder cuidar de mim e do meu irmão de forma completa e agradeço a Deus por ela ter feito isso. Tenho certeza que eu não seria quem sou hoje se ela não tivesse optado por essa forma de vida. Ter uma mãe perto de mim, em todos os momentos, me vendo crescer, foi muito importante. Não vou ser como ela. Não tenho essa opção e mesmo se tivesse não a seguiria. Como você disse, cada um escolhe como se realiza - eu vou tentar ser a mãe-esposa-donadecasa-trabalhadora-estudantedomestrado. Mas dou o maior valor do mundo a quem vai por esse caminho. Acho corajoso e tão trabalhoso quanto ir ganhar o pão na rua.

    Arrasasse. :*

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  8. Bem apontado!
    Eu ainda não sinto vontade de ser mãe, e sempre sinto a cobrança da sociedade...
    Acho que a sociedade é vil, muitas vezes, e sempre irá nos cobrar de algo, a qualquer tempo!

    Devemos ser felizes por sermos quem somos!
    E dane-se a opinião, ou as críticas da sociedade! Ah, vá!!!!

    :-)

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  9. Juliana A M E I seu post,me deixou emocionada,concordo plenamemte ..optei tbm em ser "só" mãe ,e isso parece incomodar mesmo algumas pessoas que teimam em se cuidar da vida dos outros,varias pessoas vinham me dizer "olha ta pegando curriculum em tal lugar".,e eu muito bobinha nunca tive coragem de responder o que queria..mais o que mais me magoa é ser tratada de maneira inferior a de quem trabalha fora.hoje bem mais madura ´,trato de ser é muito feliz com minha família na minha escolha de vida,..não dou mais importancia a certas pessoas que teimam em querer saber o que é melhor pra mim.
    muito obrigada por esse texto lindo,vc conseguiu escrever exatamente o que penso,é por isso que ando sempre poraqui e te admiro cada vez mais.um bj carinhoso no teu coraçao!
    Lene

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  10. Perfeito! Lindamente colocado.

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  11. Oi Juliana, muito boa a sua reflexão! A sociedade impoem a nos mulheres uma carreira de sucesso ... e ser mãe não dá status !! Eu tenho dois filhos e sou apaixonada por eles ! Alem dos filhos tenho duas profissões ! Estou muito feliz ! Sou realizada ! Claro que tenho que conviver com a culpa de tyer qiue deixá-los numa escolinha muitas horas do dia... no meu blog, escrevo sobre isso, os multiplos papeis da mulher, tem muito haver com o que voce escreveu !!! Bjos

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  12. izabella medeiros26/04/11 10:39

    Ju, querida, não sou mãe, sou dona de casa e pesquisadora. Apesar de ter investido minha vida inteira em estudo, o que eu mais gosto de fazer e o que mais me dá prazer é cuidar da minha casa e cozinhar! Algumas colegas feministas de botequim acham isso um horror. É, digo botequim porque fazem análises muito reducionistas, pois elas não percebem que podemos ser dona de casa, cozinheira e/ou mãe sem estarmos encarceradas numa ou outra categoria.

    Queridos homens e queridas mulheres que pensam assim: o problema não é ser mãe, profissional de sucesso, dona de casa, solteira convicta. Como Ju disse, a questão está nos significados que atribuímos a esses lugares.

    Tenho certeza que todas nós que postamos um comentário aqui sabemos que essa discussão pode ir mais longe, mas o texto da Ju foi uma ótima síntese pra nos mostrar, principalmente, que nós NUNCA somos uma "coisa" só. Tá vendo a Ju? Ela optou por ser só mãe, mas ela também é amiga, companheira do seu companheiro, blogueira, filha, cozinheira, dona de casa...

    Um beijo grande!

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  13. eu quero ser tu quando eu crescer! ^^

    Nathalinh

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  14. Juliana um texto perfeito....
    Somos tantas numa só... e quando resolvemos deixar de ser uma delas... nos trantam como ser inferior... coitada... etc e tal...
    Sempre trabalhei fora, mas teve momentos que resolvi ficar em casa, por longos período, e recebi muitas vezes um tratamento inferior por ficar em casa, cuidado da mesma, do marido e filhos, voltei pro mercado de trabalho, e o tratamento mudou, hoje, novamente estou em casa, e sinto na pele o tratamento inferior que recebo, por esta situação... mas enfim é a vida de hoje com todas as suas responsabilidades e preconceitos... cabe a nós assumir as nossas escolhas e enfrentar com dignidade o tratamento diferenciado que muitas vezes nos é dado, por pessoas que nós amamos ou não... e viver... feliz com o que escolhemos e temos... sei que não é fácil... mas vamos lá.
    Te admiro demais.
    Parabéns por você, pela sua escolha.
    Um grande beijo
    Telma

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  15. Olá, Amei suas palavras! Digna de elogios!

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  16. Meninas, vocês é que estão dando show aqui nos comentários =) Valeu pelos desabafos, estou adorando todos<3

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  17. Adoreiiiiiiiiii...
    Vejo muito esse preconceito e já passei por ele.
    concordo com tudo o q falou,em genero numero e grau!
    Felicidades!

    Bjss

    http://isisgravida.blogspot.com/

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  18. Juliana, eu ainda não sou mãe... estou naquela luta de estudante pra um concurso federal e etal...mas estou a 1 ano sem trabalhar, sou bem casada e fico em casa, estudando, fazendo cursos e tal... O que mais me irrita é ver o olhar das pessoas que praticamente fala "essa é boa vida" "essa é dependente do marido" ou como já OUVI diretamente "eu que não quero depender de ninguém, prefiro qualquer emprego a ficar em casa luxando"! sim, e isso além de me entristecer me irrita demais...
    Admiro muito vc, tbm quero muito um dia ter uma filho e ser MÃE, penso muito em deixar pra estudar dps e passar num concurso depois, só pra ter o prazer de ter um filho e ser SÓ MÃE, cuidar dele até q possa ir para escola, e aí sim, eu retomar meus estudos para meu concurso dos sonhos... quem sabe né?!
    Parabéns pra vc, ótimo texto, digno de ser lido por TODAS as mulheres...sejam as guerreiras q trabalham fora, como as guerreiras que enfrentam a tarefa mais dificil do mundo: educar um ser humano!
    bjs e felicidades!

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  19. Jú querida,

    Você se lembra que, no primeiro e-mail que te mandei, eu comentei que me senti menos sozinha quando encontrei o teu blog? E isso se deu justamente por descobrir alguém que conseguia traduzir tão bem, de modo honesto, real, mas não menos feliz, uma opção parecida com a que eu fiz: largar sua cidade de origem, família, amigos e trabalho, para ir viver com seu amor e fazer a história mais importante da vida funcionar. Embora eu ainda não seja mãe e não tenha parado totalmente de trabalhar( só diminui o ritmo), perdi as contas dos olhares de condenação que recebi e até das discussões feias que travei("vai afundar uma carreira promissora por causa de homem"!) por conta da minha opção. E quer saber? Não me arrependi nem por um minuto, embora o medo as vezes chegue, embora a insegurança faça parte da estrada. Fiz uma escolha pelo lado de mim que, nesse momento, fala mais forte, e estou alegre com a minha vida e com a minha coragem! Vivo absolutamente o meu hoje, entrego a Deus o meu amanhã e sigo:)

    Beijos da dona de casa, esposa profissional, mestranda, blogueirawannabe e sua fã,

    Nanda.

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  20. Juliana, tiraste as palavras da minha boca!Tenho 2 meninos (de 6 e 11 anos)e me sinto muito feliz com a minha escolha de ser "só" mãe.Quando as dúvidas, os problemas aparecem eu estou sempre perto pra ajudar, explicar, ensinar...isso pra mim, como diz o slogan, não tem preço!É um modelo novo na minha família (mãe-que-está-sempre-em-casa), todas as tias trabalharam fora e criaram seus filhos com ajuda de babás, inclusive minha mãe. Entendo o lado delas mas tb gostaria que entendessem o meu...Enfim, estou 100% contigo! Bjsss...

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  21. Texto excelente! E que me identifiquei totalmente! Minha nova profissão será mãe full time... por mim, mas principalmente pelos meus filhos, porque acho que as mulheres estão esquecendo de se perguntar o que é melhor pra um filho: ser educado pela mãe? pela vó? pela babá? pela creche?

    E estou muito feliz com a minha escolha, embora eu perceba nas pessoas um julgamento que me acusa de ser preguiçosa por essa escolha.

    Problema deles!

    Beijo! Parabéns pela escolha e pelo post!

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  22. Estou de alma lavada!
    Já disse isso a muita gente! E disse ao meu marido: Quando quiser ter filhos, esteja certo de que eu vou ser MÃE! Não vou trabalhar fora. Vou criar as criaturinhas até saírem de casa. =)

    Filh@s que são educados de perto pelas mães são outra coisa! Tudo de bom!

    Beijos.

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  23. Fiz uma opção diferente da sua, fui mãe sem nunca ter parado de trabalhar. Porém, acho que cada pessoa sabe o que precisa fazer para ser feliz. E se em algum momento achar que tomou a decisão errada é só buscar o que lhe convém neste outro momento.
    Mas uma coisa é certa.!! Filhos são a melhor coisa do mundo e poder preparar comidinhas saudáveis e gostosas para eles, não tem preço.
    Felicidades
    Graça

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  24. Ju, eu gosto demais quando vc escreve seus "bla blá blás". Sempre com assuntos que cabem muita conversa.

    Acho que no caso de ser "só" mãe hoje, ainda somos pressionadas muito mais por outras mulheres do que por homens. Aqueles comentários "maldosos" que "vc não trabalha?" Como se ficar em casa cuidando do filho, marido e casa não fosse trabalho. Ainda existe pensamento que "trabalho" é apenas aquele que fora. Sair e trabalhar na rua. Infelilzmente...

    Fiz minha escolha e estou feliz com a minha!

    beijos, Elaine Cunha

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  25. Adorei o post!
    Muito clara e objetiva,também acho que o modelo de mulher realizada vem sofrendo diversas influências, e não são das melhores.
    Eu, por exemplo, me considero uma mulher realizada, ainda não tenho filhos e INFELIZMENTE não tenho o privilégio de poder se mãe em tempo integral. Sinceramente? Eu acho que é o que toda mulher, lá no fundo, quer.
    Infelizmente tenho que trabalhar bastante, pq se não, as contas lá de casa não seriam pagas, eu e meu marido precisamos dividir as contas se não, o bicho pega.
    Mas a vida é assim e nem todas tem esse privilégio de poder escolher ser mãe e viver intensamente essa benção de Deus.
    Amanda

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  26. Venho sempre aqui e nunca havia comentado... mas o post de hoje foi especial...

    Eu fui criada p ser a tipica mulher independente. Por um lado, me orgulho disso. Sei como as coisas sao dificeis financeiramente, e se auto-prover as vzs eh questao de necessidade.

    Escolhi minha profissao, achando q essa era a grande certeza da minha vida. Lutei mt por ela... sou medica ha mais ou menos 1 ano e muitas, muitas vezes tenho duvida se escolhi o caminho certo.

    Voce, Juliana, eh uma grande privilegiada. Eu penso assim.

    Cada vez q venho aqui, sinto uma vontade enorme de ter meu cantinho, cuidar da minha casa, dos filhos q ainda nem tenho... Mas vamos ver o q o destino me reserva.

    E as pessoas sempre falam.

    Como um outro comentario acima: se vc resolve se dedicar a profissao, e nao casar, as pessoas falam; se vc resolve se dedicar a familia, e nao trabalhar, as pessoas falam...

    A gente eh q deve seguir, sem se preocupar.

    Um forte abraco.

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  27. Quem acha que ser apenas mãe é tarefa fácil ou não tem filhos ou não cuida dos seus. Educar é tarefa gratificante, com certeza, mas bastante difícil e que contém uma carga de emoções muito forte, afinal, é impossível não bater aquela insegurançazinha sobre estar fazendo certo ou não. Sem querer julgar, mas de certa forma fazendo-o, o problema é que algumas pessoas confundem o ser mãe com o designar essa função e todas as outras decorrentes da maternidade a outras pessoas (babá especialmente).

    Considero "luxo" poder fazer essa escolha e ficaria imensamente feliz em poder fazê-la também, mas, infelizmente, ainda dependo dos meus pais, tenho um filho e desejo imensamente ter a nossa casa, sabe? Então, não tem muita escolha,o tempo entre os estudos (concursos públicos, aqui estamos nós!) e o tempo com o filhote (e tb família,namorado e amigos) tem que ser divido. O que tem que estar sempre em mente das pessoas que assim como eu não podem ficar "só" com os filhos, é que o tempo deles tem que ser muito bem aproveitado, ter qualidade.

    Acho você, Juliana, muito bem resolvida. Não conheço pessoalmente, meu convívio se resume às visitas diárias ao blog, mas você me parece ser uma pessoa muito bem estruturada. Então, dane-se quem desmerece as suas escolhas. E se bater a vontade de desabafar, corre pra cá... como se vê, o que não falta é gente pra corroborar suas opiniões.

    Beijo!!!

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  28. Oi Ju!!!
    Simplesmente adorei o post de hj!!!! Vc conseguiu colocar td o q penso s/ nunca termos trocado idéia sobre o assunto... É incrível c/o as pessoas julgam a opção das mulheres q abrem mão do mercado de trabalho e q resolvem "ser só mãe", passando uma imagem errônea de menos trabalho, menos dedicação e consequentemente menos valor!!!! Sou casada há 02 anos e meio e ñ tenho filhos por enquanto, passo agora pelo julgamento e preconceito de alguns por ter 42 anos e ainda ñ ter sido mãe. Ñ tô nem aí pra isso
    e quero ser feliz c/ as minhas escolhas s/ me preocupar c/ a opinião alheia.
    Bjs,
    Andréa Castanhola

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  29. Texto lindo Ju! Amei, pq concordo completamente. =)

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  30. Aline Costa26/04/11 22:59

    Ju, sua linda!
    Me senti em casa com esse texto tão "mamífero".
    Ser mãe full time (and dona de casa) cansa, estressa, às vezes dá um abuso do que se faz todo dia, mas né, que trabalho não tem dessas coisas?
    E a recompensa vale tanto a pena. Ter seu filho ali pertinho, saber o que se passa com ele... Sim, porque não dá pra saber como foi o dia do seu filho baseado em anotações na agenda e relatos apressados das professoras na porta do berçário. Sei disso, meu menino de 2a4m já passa as tardes na creche.
    É um investimento naquilo que você já fez de melhor. :)

    Beijos.

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  31. Meu Deus!!!!!!! Penso exatamente igual a vc, optei por ser esposa e mãe (pq sim cuido apenas da minha familia) e tenho percebido de um tempo para cá o olhar de dó das pessoas, as palavras faladas com cuidado para não me ofender, afinal de contas não trabalho fora, não tenho preocupações e não conheço o cansaço. Nossa ler o que vc escreveu mexeu profundamente comigo. Sou feliz SIM, realizada como mãe, amo acordar a minha filha todo dia ( ela acorda sorrindo qdo sente os meus beijos), sou a pessoa que faz festa com cada descoberta dela, é mãe que ela fala qdo quer colo. Obrigada por verbalizar tão bem o que muitas mulheres passam hoje por não optarem pelo que é dito como realização pessoal.
    Bjks
    Fiquem com Deus

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  32. Ana Azevedo27/04/11 01:00

    Trabalho fora e crio meu filho que está com 16 anos. Não é fácil. Muitas vezes tive vontade de estar só com ele e por muitos anos. Me sentia muito culpada qdo ele me pergunta: Vc tem tempo agora? ou mesmo qdo disse: "Vc nunca tem tempo! Vc pode brincar comigo agora?
    Acho que Deus faz tudo bem feito e planejou que a mulher estivesse no lar pq havia muito trabalho pra ela lá e muito trabalho que só ela deveria fazer, como o de estar sempre com os filhos acompanhando seu crescimento....embora o pai não deva ser considerado desnecessário nessa tarefa.
    Por isso o mundo está do jeito que está...além da falta de Deus nas vidas, a falta das mães no lar é a causa de grande parte dos males. É impossível, por mais que nos desdobremos, que tudo saia no mesmo jeito.
    Nada sai do mesmo jeito....a criação dos filhos, a organização da casa, a comida.
    E se a organização da casa e a comida saem bem, provavelmente foi feito por outra pessoa e não por nós...nada contra uma boa empregada...porém, se não estamos lá, a casa não tem a nossa cara.
    E a atenção ao marido então...se não sai do mesmo jeito...quem sabe alguém não se candidatará a fazer melhor!
    Acho que o $ é o que levou a mulherada a sair pra trabalhar....reforçar o orçamento doméstico e muitas vezes por o lar a perder.
    Eu tenho colegas de trabalho que trabalham de manhã, à tarde e à noite....sou professora.
    A maioria delas, não tem saúde.
    E eu que escolhi trabalhar dois períodos...ouço que faço isso porque NÃO PRECISO DE DINHEIRO!
    Digo que optei por viver com menos.....embora eu ache que trabalho muito ainda.
    Então, veja....nem eu que trabalho dois períodos, sou bem compreendida...ainda sou criticada! Então, não é só vc...rs
    Podemos optar por ter menos no tocante à $, mas ter mais em qualidade de vida!
    Não optei por não trabalhar fora...mas, sinto uma pequena frustração e alguma culpa.
    Me desdobro pra orientar, colocar normas e cobrar resultados do meu filho...mas, muitas vezes me sinto um fiscal. Eu dou as coordenadas e ele tem que se lembrar de fazer tudo sozinho e na hora certa! Nem sempre sai como eu quero, mas dou o desconto, pq ele é um menino de ouro, não dá trabalho, mas, não é perfeito!
    Creio que um lar feliz, bem estruturado, firmado na Rocha, não tem preço!
    Tem um pensamento que diz: NENHUM SUCESSO COMPENSA O FRACASSO NO LAR!
    Não consegui dizer não ao trabalho...mas, acho que o mundo era bem melhor antes, qdo nossas mães fizeram isso....e seria menos ruim hoje, se nós fizéssemos isso também!
    Vc faz muito bem e vai valer a pena!!!!
    Uma vida não tem preço e nós somos responsáveis pelos nossos filhos!

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  33. Meninas, ficou meio complicado responder toooodos os lindos comentários que vocês deixaram, mas li todos e agradeço muito que vocês tenham se sentido à vontade pra expor suas opinições, abrir os corações...

    Que todas nós consigamos vencer as nossas lutas e saber lidar com os opiniosos de plantão =) Bjus!!!

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  34. Me acabei com esse comentário da Ana Azevedo!

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  35. Pois é, minha cara. sabe o que é??? Muita gente se incomoda é com a felicidade alheia, isso sim! daí não importa o que tem te deixado cansada: filhos ou trabalho, mas se vc está realizada como mulher; e a realização pessoal sempre vai incomodar alguém... paciÊncia.

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  36. Muito justo. As pessoas, muitas vezes, só conseguem ver o caminho que elas escolheram como certo. Se te falta incentivo, aqui estamos: vai em frente, que criar, mas criar de verdade uma nova pessoinha é tarefa das mais importantes. Não sou mãe ainda, mas acho muito, mas muito importante mesmo, esse papel de "só" mãe. E cada um que escolha seus caminhos e saiba compreender as escolhas dos outros.

    Boa sorte. :)

    Beijos.

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  37. Suuuuper me identifiquei. Vendi meu negócio ao decidir virar mãe do segundo filho, poissabia que não daria conta de tudo e queriafazer bem feito.

    Me orgulho do trabalho de mãe que adotei e meus filhos recebem toda a atenção possível, comem a comida que eu cozinho, vão á escola pelas minhas mãos, estudam diariamente comigo. Percebo nitidamente a diferença que isso fez na vidinha deles até hoje.

    As escolhas têm custos, alguns muito altos, mas se a gente planejar bem consegue administrar.

    Excelente post!
    beijooo

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  38. Conheci o blog hoje, através do Yahoo, não o conheci "por completo", mas já adorei! Esse post então, achei o máximo!
    É engraçado como somos cobradas de tudo: se está sozinha, quando vai namorar? Se namora, quando vai casar? Se casou, quando vai ter filhos? Se tem um filho, quando vai ter mais um? E por aí vem mais e mais cobranças, como criar o filho, deixá-lo na creche é um absurdo, mas se dedicar só a ele é preguiça... como se fosse fácil, como se fosse pouco!
    Assunto pra discussão sem fim! Mas adorei como foi colocado por você! Parabéns!
    Virei fã do blog!

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  39. Posso falar?? A-M-E-I. Penso exatamente como vc e tenho os mesmos problemas. Tenho 2 bebês, um de 1 ano e 11 meses e uma de 5 meses e já me perguntam quando vou colocar na escola e voltar a trabalhar pra ajudar meu marido,...eu mereço???
    Ele, meu marido, que paga as contas está feliz e satisfeito comigo em casa cuidando das crianças pq os outros acham que podem interferir e achar q nos falta algo???
    Amo seu blog que descobri um dia desses e AMEI muito esse post.
    Bjokas, Dani

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  40. Sandra Raquel16/03/12 15:04

    É isso. Disse tudo! Eu também sou "só mãe"!
    Parabéns para nós e viva nossos filhos!
    Bjs!

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  41. Ótimo texto!

    Acho que hj em dia muitos valores estão distorcidos, e mulher que opta por não trabalhar fora e ser mãe e dona de casa em tempo integral (e trabalhar muito mais, diga-se de passagem) é vista como preguiçosa, vida boa, quadrada, antiga, todos os piores adjetivos. Ninguém vê o quão corajosa é uma mulher que toma essa decisão, abrindo mão de tantas coisas e enfrentando tantos julgamentos. Com certeza muitas mulheres gostariam de fazer isso mas não tem coragem de encarar a sociedade, seus maridos, e principalmente elas próprias. Muitas vezes o preconceito já começa dentro de casa. Isso pq a mulher de hj é criada para ter uma carreira brilhante, não depender de homem, ganhar dinheiro, não ter tempo pra nada, não saber nem fritar um ovo. A mulher que decide seguir outro caminho está fora dos padrões.
    Acredito que antes de ser feministas ou machistas, trabalhar fora ou não, temos é que ter respeito. Aceitar que cada pessoa tem sua opinião, seu estilo de vida, suas convicções, e não ter a petulância de achar que somos donos da verdade, e achar que o que é bom pra nós o é pra outras pessoas. O que seria do azul se todos gostassem do amarelo? Vamos respeitar as diferenças!

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  42. Ótimo texto!

    Acho que hj em dia muitos valores estão distorcidos, e mulher que opta por não trabalhar fora e ser mãe e dona de casa em tempo integral (e trabalhar muito mais, diga-se de passagem) é vista como preguiçosa, vida boa, quadrada, antiga, todos os piores adjetivos. Ninguém vê o quão corajosa é uma mulher que toma essa decisão, abrindo mão de tantas coisas e enfrentando tantos julgamentos. Com certeza muitas mulheres gostariam de fazer isso mas não tem coragem de encarar a sociedade, seus maridos, e principalmente elas próprias. Muitas vezes o preconceito já começa dentro de casa. Isso pq a mulher de hj é criada para ter uma carreira brilhante, não depender de homem, ganhar dinheiro, não ter tempo pra nada, não saber nem fritar um ovo. A mulher que decide seguir outro caminho está fora dos padrões.
    Acredito que antes de ser feministas ou machistas, trabalhar fora ou não, temos é que ter respeito. Aceitar que cada pessoa tem sua opinião, seu estilo de vida, suas convicções, e não ter a petulância de achar que somos donos da verdade, e achar que o que é bom pra nós o é pra outras pessoas. O que seria do azul se todos gostassem do amarelo? Vamos respeitar as diferenças!

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